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Explorando a cena drag de Tel Aviv

Conhecida por seu trabalho de exploração da sexualidade feminina, a fotógrafa israelense Dafy Hagai recentemente lançou uma nova zine intitulada Spring. Apesar de estar morando em Londres, Hagai ainda se sente muito inspirada pela cultura da capital israelense, bem como a cultura drag em si. Com essa nova publicação, a fotógrafa tem em mente a ideia de rejuvenescimento, daí seu foco ter sido algumas das drags mais jovens na cidade.

Em entrevista para a Dazed Digital, Hagai conta que a cidade tem sido bastante aberta diante da cena. “Tel Aviv tem uma cena noturna vibrante e clubes que se misturam com a cena drag em diferentes pontos. Acho que essa cena noturna tenta reunir todas as pessoas de mente aberta, de diferentes origens, de modo que a cultura drag fique cada vez maior e conhecida.”

Uma das diferenças que Hagai vê na maneira como essa comunidade se expressa em Tel Aviv é a maneira como as drag queens israelenses desenvolveram sua própria estética e performances. Em uma cidade permeada por tantas questões religiosas e políticas, também as drags são ativistas e muito abertas sobre suas próprias opiniões. “Não é uma cena enorme e comercial – é local e as pessoas estão fazendo isso por sua própria expressão artística e pela comunidade.”

Entre as personagens fotografadas estão Erika Kolosov, que Hagai descreve como uma “performer subversiva, engraçada e chamativa que não tem medo de mostrar suas partes íntimas”, enquanto Tormer “Versace” se manifesta com uma persona pura, confusa, sexualizada e grotesca. Já Jonathan Trichter e Barbara “Admonit” criaram seus próprios universos e estão mais associados à vertente agênero das drags. “Elas também gostam de andar pelas ruas vestidas como a Kim Kardashian”, conta Hagai.

Ainda, Miss Plastico é uma artista drag e performer burlesca que se inspira em ícones femininos históricos, assim levantando a questão do lugar da mulher na cultura e nos estereótipos de gênero, mas sem deixar de incluir glamour e um bom humor. Por fim, Asis D’Orange é de uma nova geração de drag queens que não se intimida diante das questões políticas ao radicalizar o tema queer.

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