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Relatório aponta para melhoria na indústria da moda, mas é só o começo

Em um recente relatório divulgado pela Fashion Revolution, uma iniciativa social focada nas questões éticas em torno da indústria da moda, alguns indicadores sobre transparência foram mapeados conforme 150 grifes, como Calvin Klein, Gucci e Louis Vuitton, foram analisadas em cinco áreas principais: regulamentos e compromissos, governança, rastreio, ‘conhecimento, exposição e soluções’, além da parte de exposição.

Em um post publicado pela Dazed Digital, Morgane Nyfeler resume as informações concentradas no relatório Fashion Transparency Index e alguns pontos positivos dessa nova versão para 2018: 52 marcas adicionais se juntaram à produção do relatório, o que significa uma maior abertura para o acesso à informação, a qual se demonstrou também mais positiva, conforme 65 marcas obtiveram pontuações acima da média, em comparação às 43 grifes que se destacaram no ano passado.

Isso significa que, de 2017 para cá, alguns progressos podem ser listados para além do número de marcas que se excederam na pontuação, mas de como a questão ética e sustentabilidade se tornou uma pauta relevante para essas empresas. No caso da North Face, houve uma melhoria de 22% de sua pontuação na análise feita pela Fashion Revolution, especialmente porque a grife fez mudanças em sua governança. Também a Levi’s, ASOS e Hugo Boss se destacaram no relatório de 2018 por terem melhorado sua pontuação desde um ano atrás.

Apesar disso, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Essas melhorias são só um passo numa caminhada que a Fashion Revolution continua estimulando em seus perfis em redes sociais, especialmente no Instagram. Nesta semana, a iniciativa sugeriu que seus seguidores tirassem uma foto da etiqueta de alguma roupa, taggeasse a grife responsável por ela e então perguntar: quem fez minhas roupas? Com a hashtag #whomademyclothes, todos podem ter acesso, então, aos resultados desse call to action que cobra um posicionamento também por parte das marcas.

Isso tem a ver com um outro quesito que ainda precisa de melhoria, como indica a Fashion Revolution: muitas empresas ainda precisam ser mais transparentes sobre como tratam seus funcionários e, em especial, suas funcionárias. “Com algumas marcas também se recusando a revelar qualquer informação nesse sentido, é difícil ter uma ideia do cenário geral.”

Com a pressão popular nas redes sociais como uma plataforma que aproxima consumidores das marcas e, portanto, também torna visível essa cobrança e o questionamento, engajar-se na hashtag #whomademyclothes é uma outra forma também de estimular uma mudança ainda maior a ser registrada no próximo relatório, para o ano de 2019.

Acesse o relatório aqui.

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